domingo, 1 de julho de 2007

A integração produtiva no Mercosul

Desde que foi constituído, o Mercosul esteve excessivamente focado nas questões comerciais. Por mais que seu acordo insistisse na importância da integração produtiva entre os países, na coordenação de políticas macroeconômicas e na harmonização de legislações, o bloco agregou pouco à base comercial que atualmente o compõe.
Sustentado principalmente no seu pilar comercial, o Mercosul corre sérios riscos de perder importância econômica em razão de dois fatores básicos. A tarifa externa comum, o imposto de importação que o bloco impõe a terceiros mercados, tende a ser reduzida em função das negociações da Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio, cujo objetivo é justamente diminuir os obstáculos ao comércio mundial. Além disso, ao longo do tempo, os próprios membros do Mercosul têm negociado acordos com vistas à adoção do livre comércio com outros países, como Chile, Bolívia, Venezuela, Peru, Colômbia, Equador, México, Índia e África do Sul. Sem adotar impostos para a importação de boa parte dos produtos provenientes desse rol de países, o MERCOSUL abre-se para o mundo.

o Mercosul tem muitos planos para o seu melhoramento em geral entre eles a confiança de que o bloco supere suas dificuldades e comece a funcionar plenamente e possibilite a entrada de novos parceiros da América do Sul. Esta integração econômica, bem sucedida, aumentaria o desenvolvimento econômico nos países membros, além de facilitar as relações comerciais entre o Mercosul e outros blocos econômicos, como o Nafta e aUnião Européia.

Economistas renomados afirmam que, muito em breve, dentro desta economia globalizada as relações comerciais não mais acontecerão entre países, mas sim entre blocos econômicos. Participar de um bloco econômico forte será de extrema importância para o Brasil.

Os chanceleres se propõem avançar na implementação do Fundo de Convergências Estruturais do Mercosul (Focem), na flexibilização das normas de origem para produtos dos sócios menores e na criação de um fundo para as pequenas e médias empresas.

A agenda inclui também discussões sobre a possibilidade de reativar as negociações comerciais com a União Européia, após o fracasso das negociações multilaterais da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC), que ja foi comentada anteriormente.

Funcionamento do bloco Econômico

O Mercosul, que vem enfrentando sérias dificuldades da integração, tenta encontrar uma resposta às queixas de sociedades cada vez mais frustradas com a escassez de avanços do bloco e pela desigualdade entre seus membros.
A necessidade de um tratamento diferenciado no comércio regional para os sócios menores, Paraguai e Uruguai, que é admitida pelos membros mais poderosos, Argentina e Brasil.

O conselho do Mercosul o CPC orgão de representação do poder legislativo, dos estados partes. possuindo 16 parlamentos de cada país, os quais integram as Representações nacionais.


O CPC do Mercosul tem negociado a ampliação dos negócios do bloco com os países que formam a União Européia.

Importância do Bloco no comércio Mundial

Em 1999, o Brasil recorreu à OMC ( Organização Mundial do Comércio ), pois a Argentina estabeleceu barreiras aos tecidos de algodão e lã produzidos no Brasil.

No mesmo ano, a Argentina começa a exigir selo de qualidade nos calçados vindos do Brasil. Esta medida visava prejudicar a entrada de calçados brasileiros no mercado argentino.Estas dificuldades estão sendo discutidas e os governos estão caminhando e negociando no sentido de superar barreiras e fazer com que o bloco econômico funcione plenamente.


A OMC tem sido utilizada para promover uma extensa série de políticas relativas ao comércio, investimentos e desregulamentações. A OMC executa cerca de vinte acordos comerciais diferentes, inclusive o AGCS (Acordo Geral de Comércio em Serviços), o Acordo sobre Agricultura (AoA) e Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual relacionados ao Comércio (ADPIC).

Relação entre os Países Membros

Os Países integrantes tem dificuldades de implantação, comércio dentro do bloco econômico, importações, exportações, estatísticas, relações com a ALCA, questões jurídicas, comercial e políticas, notícias, acordos, normativas, bibliografia e a posição do Brasil e todos eles são do 3º mundo

Grau de Integração do Bloco

Os conflitos comerciais entre Brasil e Argentina


As duas maiores economias do Mercosul enfrentam algumas dificuldades nas relações comerciais. A Argentina está impondo algumas barreiras no setor automobilístico e da linha branca ( geladeiras, micro-ondas, fogões ), pois a livre entrada dos produtos brasileiros está dificultando o crescimento destes setores na Argentina.
Na área agrícola também ocorrem dificuldades de integração, pois os argentinos alegam que o governo brasileiro oferece subsídios aos produtores de açúcar. Desta forma, o produto chegaria ao mercado argentino a um preço muito competitivo, prejudicando o produtor e o comércio argentino.